Celpe, a Vida por um Fio!

Essa vem a ser a maior prestadora de serviço do estado de Pernambuco, ou melhor, deveria ser uma PRESTADORA DE SERVIÇO, desde que foi privatizada, há 10 anos, a Celpe só vem visando o lucro, esquecendo que ela foi criada para servir a população e alguns “descuidos” não só podem, mas vêm prejudicando e até matando pessoas.
            A Companhia Energética de Pernambuco, a Celpe, que atua no estado desde 1965 foi leiloada na sede da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e sob a coordenação do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), pelo valor de R$ 1,9 bilhão. Sendo adquirida por um grupo formado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), pela carteira de investimentos do Banco do Brasil (BB S.A) e pelo Grupo Iberdrola, um gigante da energia na Espanha e “acredita contribuir efetivamente para o desenvolvimento de Pernambuco”, porém isso não é visto.
          A culpa é de quem? Da população que não paga as contas em dias? Pelo contrário, pois a população pernambucana paga a energia mais cara do país e se atrasar 2 meses a eletricidade é cortada sem piedade, já esse grupo, que administra a “nossa” Celpe todos os anos, faturam lucros recordes, em cima dos trabalhadores que têm que pagar até taxas de iluminação pública, ou seja, além do consumo, para serem retribuídos com uma iluminação que as vezes nem funciona.
         As cidades vêm crescendo e as redes de distribuições ficam ultrapassadas, gerando transtornos, agindo apenas quando o problema já está agravado, melhor dizendo “só faz as coisas no empurrão”, e, enquanto isso, “a população que sofra”. Um caso na região metropolitana chega a ser o cúmulo da desorganização e do descaso: um cadeirante morreu depois de se apoiar em um poste que a “nossa querida” Celpe sabia que estava com problemas a mais de uma semana, ou seja, precisou alguém morrer para se resolver um problema simples.
        Nossa prestadora de serviços enriquece poucas pessoas a cada dia, tirando de muitos o pouco que tem e nos oferecendo transtornos quase que diários.